Saco do Mamanguá um paraíso para poucos!

A combinação entre: viajar, amigos, remar, águas cristalinas, aventura e muita disposição, só pode resultar em sorriso largo no rosto de muita felicidade. Nesse pensamento que 4 amigos planejaram uma viagem de Canoa Havaiana durante a virada deste ano para o Saco do Mamanguá. (O “Mamanguá” é uma área de proteção ambiental que fica entre Rio e São Paulo (mapa), é o único Fiorde Tropical da costa Brasileira, trata-se de um “braço” de mar que avança para dentro do continente por 8km de extensão e 2km de largura e termina em um manguezal totalmente preservado. A comunidade caiçara tem uma presença muito marcante pois eles que ajudam e trabalham para a manutenção da preservação desse paraíso.)

Remos na mala pé na estrada. Chegamos em Paraty às 8h e começamos a montar nossa embarcação para a travessia, uma Canoa Havaiana (OC4- tripartida). Pela previsão, estava tudo tranquilo, mas começamos a perceber que não seria tão fácil assim, logo de manhã o sol já estava muito quente e quando olhamos pro mar, o vento também estava bem forte. Não deu outra, na travessia de Paraty até Saco do Mamanguá (22km) que planejamos fazer em 2h, levamos 3horas e meia. Sol quente na cabeça e aquele vento contra forte em mais da metade do caminho tornou essa parte bem sacrificante.

Chegando no Mamanguá, não tínhamos muito a noção das aventuras que ainda estariam por vir e do paraíso que estávamos. Ficamos em uma casa alugada de um pescador super gente fina, o “Rogério”. Aquela foi nossa base durante os 7 dias que passamos lá. Remamos um total de 106km, passando por praias desertas, cachoeiras, mangue, e quando dava, ainda amarrávamos a canoa em uma árvore e fazíamos uma caminhada. Uma delas leva até um pico como nome bem conhecido “Pão de Açucar”, é uma trilha de cerca de 1hora e uma subida bem íngreme, mas vale muito o visual de toda a extensão do Saco do Mamanguá.

Uma outra remada incrível foi chegar ao final do Mamanguá e entrar de canoa pelo mangue. Entramos na maré baixa, então foi bem complicado porque o tempo todo tínhamos que desviar de galhos, bancos de areia e muitas vezes até descer da canoa de tão raso. Chegando ao final, mais uma vez amarramos a canoa nas arvores e fomos em direção a uma cachoeira que fica bem pertinho 10 minutos caminhando. Na volta, nos deparamos com a maré cheia, parecia até que estávamos em outro lugar. Os caranguejos somem e parte das árvores fica submersa, um visual que valeu a remada!

E aí chegou o dia 31, virada do ano, 22h e pensamos, porque não dar um remada agora? OPA! Vamos nessa, vamos passar o ano novo na canoa!!! Saímos as 23h e remamos pela costa do Mamanguá com uma garrafa de champanhe comemorando por estarmos naquele paraíso, agradecendo por termos saúde, e pedindo que em 2016 possamos ter mais vida, mais remadas, mais ondas, mais amizades e mais água salgada!

ALOHA!

Fabio Valongo

 

 

 

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