Costa Rica - Pura Vida Xperience by Jeffer Moreno

Quando se chega na Costa Rica, percebe-se a presença do espírito pura vida em todo lugar, em todas as pessoas. Desde o funcionário da imigração, passando pelo barqueiro e surfista Robert, até o Rasta de Playa Negra, todos transmitem a sensação de que estamos em um lugar diferente, quase mágico. Pelas ondas, nem se fala: alta qualidade, perfeitas e constantes. A aventura de cruzar o país de carro, costear o pacífico por fazendas à beira-mar, trilhas e rios, oferece visuais incríveis onde percebemos o toque e o retoque de Deus.

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 Essa conexão direta com a natureza automaticamente nos impõe a gratidão e a consciência de que devemos retribuir com o melhor que há dentro de nós: boas atitudes, otimismo e valorização do simples. 

Muitos dizem que a Costa Rica é um destino batido. Mas com certeza todos pensam em voltar um dia. O surfe por lá é simplesmente espectacular: condições para todos os níveis de surfistas e ondas de sonhos, como aquelas que desenhamos nos cadernos de escola.

Após 9 anos distante, retornei à Costa Rica com meus amigo Cezar e Tom. Todos em sua segunda experiência no país. Cezar e eu fizemos a costa Sul em 2006 e Tom, com outro amigo nosso, Beto, estiveram em 1997, fazendo a costa Norte.

Esse ano decidimos seguir o swell, e a melhor condição desta vez estava no Norte. Chegamos no início da noite em Playa Hermosa, região central do litoral, jantamos em Jacó e fomos dormir para pegar o primeiro raiar de dentro d'água. Quando acordamos, o barulho das ondas estava bom de ouvir, mas fechando muito. Então, como a opção era o norte, decidimos partir para Playa Negra o quanto antes para fazer um final de tarde. Foi o que aconteceu. Nos instalamos no hotel Playa Negra, de frente para a onda. Apesar de um pouco balançadas, elas vinham com paredes perfeitas, lisas e manobráveis. Dei o azar de ser "atropelado" por um local, e o resultado foi uma fissura na tábua. 

Fiquei preocupado de o crowd ter mudado um pouco a vibre do lugar que conheci 9 anos antes. Mas não. Saí da água mas Tom e Cezar pegaram altas! O incidente logo na chegada não desmotivou, pois a vibe e alto astral dos camaradas nunca se abalavam, e também fui preparado com mais duas outras pranchas para suprir em caso de eventualidades assim.

A previsão para o surfe ficava cada vez melhor. Cezar parecia que estava em casa, solto e sempre descendo as maiores e melhores da série. Tom, voltando à ativa, mostrou todo seu conhecimento com aquela linha de surfe muito bonita de se ver, como na época que me acostumei a ver quando me ensinava, há muitos anos atrás, a pegar onda no litoral de São Paulo. 

Playa Negra é uma praia muito bonita, com um pôr-do-sol maravilhoso e uma bancada perfeita com uma direita grande e tubular. 

Nas fotos, deixamos a desejar, pois a vontade de surfar era tão grande que não nos preocupamos muito em registrar o surfe. O que salvou foi Mr. Bob, uma americano de mais de 70 anos que vive em Playa Negra e registra o surfe diariamente no local, oferecendo seu serviço fotográfico em seu site, stonefishfoto.com 

Para minha surpresa, Bob salvou! Encontrei algumas fotos minhas de pranchinha e de SUP, quando pensava que não voltaria com imagem nenhuma de ação. Comprei as fotos e recebi por email em alta qualidade, com uma mensagem muito simpática! Thank's Bob!  

Ficamos em Playa Negra mais dois dias, quando decidimos partir pra Ollies Point e Roca Bruja. A condição não estava das melhores, mas arriscamos a ida bem cedo até Playa del Coco para encontrar Robert, o barqueiro-surfista que nos guiou até uma das ondas mais perfeitas do mundo. Da mesma maneira que a renomada Pavones, no sul, quebra para esquerda com perfeição, Ollies Point quebra para a direita com a mesma condição. Um dos clássicos filmes de surfe da História, Endless Summer tem cenas gravadas ali. Fizemos a cabeça, com 6 manobras ou mais por onda! 

 Na volta paramos em Roca Bruja, mas como esperado o vento maral entrou forte e estragou a formação, impossibilitando o surfe naquela tarde. No dia seguinte surfamos e pegamos 1m sólido em Avellanas, uma praia bem grande com vários point e beach breaks.

Também surfamos em Santa Tereza, um lugar mais turístico, com uma rua central onde se concentra o comércio, restaurantes e pousadas da região. O crowd existe, mas como em todo lugar ou em qualquer circunstância, o respeito abre portas (ou abre ondas). 

 Overdose de bons sentimentos, de onda, natureza e amizade. Terminamos nossa "Pura Vida Experience" com o sentimento de quero mais e com a certeza de que na primeira oportunidade estaremos de volta! A vibe da RAJA Bra está na Costa Rica inteira! Pura Vida, galera! 

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